
Versatilidade Tecnica & de Campo
Onze competencias herdadas do percurso pre-web (BEP audiovisual até BTS IG). Administracao de sistemas, projeto de redes, gestao de parque, suporte, eletrotecnica, leitura de esquemas e venda especializada. Trajetoria atipica do campo ao CTO.
Cada segmento é um período (trajetória ou realização) onde a competência foi aplicada. A cor e o tamanho do ponto final refletem o nível atingido nesse período.
Minha definição
Versatilidade tecnica e de campo, no meu perfil, e uma base de 11 competencias herdada do percurso pre-web: BEP Instalador Audiovisual (1998), BAC Pro Manutencao Audiovisual, Eletrotecnica e Mecanica (2003), MC Vendedor Produtos Multimedia (2007), BTS Informatica de Gestao (2009). Administracao de sistemas, projeto de redes, gestao de parque, suporte usuario, eletrotecnica, leitura de esquemas, organização de intervencao, venda especializada. Do cabo a nuvem - e o que impede o papel CTO de se desconectar do campo.
Eu a ativo em 3 modos conforme a missao. Hardware/rede hands-on: sob demanda nas infraestruturas dos clientes, homelab Docker + Tailscale + Synology para manter o reflexo de hardware. Consultivo cliente: continuo, transposicao direta dos padroes de venda consultiva (diagnostico → instalacao → acompanhamento) para a postura de produto digital. Ponte entre ops e engenharia: frequente, em particular nos servidores OVH dedicados auto-administrados (5+ anos na European Sourcing com Vagrant + Chef + 25 cookbooks). O hands-on diminui sem uso mas o modelo mental permanece.
Em 2026, o retorno da camada de operações para o primeiro plano e impulsionado por NIS2, DORA e a soberania dos dados: certas cargas de trabalho já não podem sair da rede corporativa, e 40% das empresas teriam adotado estratégias hibridas edge-cloud até 2026. A IBM mapeia o tema em Helping enterprises across regulated industries leverage hybrid cloud and AI. Para um CTO scale-up que toca em setores regulados (saude, finanças critica, imobiliario institucional), a capacidade de ler um esquema de rede, debugar um DNS e operar uma infra mista cloud + on-prem vira um diferenciador explicito frente aos perfis SaaS puro.
Minhas evidências
Anedota 1 : Auto-administrar os servidores OVH dedicados do European Sourcing
No extranet European Sourcing entre 2010 e 2016, a infraestrutura rodava em servidores OVH dedicados Proxmox VE auto-administrados - sem camada cloud gerida, sem Kubernetes, sem prestador ops externalizado. Cada catalogo B2B servido em 7 linguas, cada pico de trafego, cada upgrade de versao dependia da minha capacidade de ler o cabo, a rede e o OS. Para uma PME como a Medialeads, externalizar o ops teria custado mais do que faze-lo internamente - mas o hands-on tinha que ser solido.
Industrializei o ambiente de ponta a ponta: provisionamento Vagrant + Chef com mais de 25 cookbooks custom (Apache, MySQL, Memcache, RabbitMQ, monitoramento), hardening Apache (TLS, headers de seguranca, modulos desativados), gestao DNS BIND, configuracao Postfix SMTP, backups cruzados MySQL master-slave e monitoramento de sistema com alertas por email. No lado da infra aplicacional, operei diariamente os servidores sql1, sql2 e servidores web dedicados, gerenciei os picos de trafego de catalogo e orquestrei os imports automatizados dos 26+ conectores de fornecedores.
Infraestrutura estavel por mais de 5 anos sem incidente major, custo de contrato ops externalizado evitado (ganho liquido para a Medialeads), e o saber-fazer construido permitiu absorver sem ruptura a migracao progressiva SVN → Git em janeiro de 2016 e a reescrita progressiva Symfony 2/3.
Essa polivalencia tech + campo continua sendo minha base de identidade. 20 anos depois dos meus primeiros servidores Celiane (Linux/Debian, Apache, BIND, Postfix), eu ainda consigo ler um esquema de rede, abrir um terminal de servidor, debugar um problema DNS - e isso me diferencia hoje frente a maioria dos CTOs SaaS que perderam essa leitura. E exatamente o que me torna pertinente para um papel scale-up em industria regulada (NIS2, hibrido cloud + on-prem).
Anedota 2 : Transpor o consultivo de campo para a postura de produto B2B
Antes da web, passei anos em funcoes de consultivo cliente em loja: MC Vendedor Produtos Multimedia (2007), BAC Pro Manutencao Audiovisual, Eletrotecnica e Mecanica (2003), BEP Instalador Conselho Equipamento do Lar (1998). O entregavel não era um commit Git mas um cliente saindo satisfeito com seu equipamento instalado em casa. Quando cheguei no extranet European Sourcing em contato com compradores B2B exigentes (agencias, distribuidores europeus), entendi que esses padroes de diagnostico-consultivo-instalacao se aplicavam de forma identica.
Apliquei os padroes da venda consultiva a postura de produto digital: entrevistas com usuarios sistematicas antes de cada evolução major (o que o comprador busca, em que contexto, sob que restricao), prototipos em papel validados pelos compradores antes do código, restituicao estruturada dos trade-offs tecnicos em linguagem de negocio (um comprador de objetos publicitarios não precisa entender o TF-IDF). Em evoluções sensiveis (busca, pricing, marcacoes), reproduzi inclusive o padrao diagnostico-instalacao-acompanhamento da venda: identifica-se uma necessidade, propoe-se uma solução adaptada, acompanha-se a adocao.
Extranet adotado pelos compradores B2B com treinamento minimo, baixa taxa de rejeicao nas evoluções entregues, e a confianca construida permitiu durante 6 anos sustentar o papel de Software Engineer e depois Senior Software Engineer como um verdadeiro interlocutor de negocio - não um simples executante.
A empatia de campo forjada aos 16 anos no varejo continua ancorada na minha postura CTO de hoje: uma decisão tecnica deve permanecer legivel pelo lado do negocio sem perda de fidelidade, e a melhor forma de verificar isso e ir até o usuario final. E exatamente o que me torna eficaz em CTO advisory na ACCENSEO em industrias de campo (food trucks, viticultura, automotivo, hotelaria) onde o produto digital e apenas mais uma ferramenta numa cadeia de valor muito material.
Minha autocrítica
Nível Confirmado. Mais que um dominio tecnico, e uma identidade de prática herdada da minha trajetoria pre-web - instalador audiovisual, vendedor consultor multimidia, gestao de parque e suporte usuario. 11 competencias cobrindo administracao de sistema, design de rede, gestao de parque, suporte usuario, eletrotecnica, leitura de esquemas, organização de intervencao, venda especializada. O hands-on diminui sem uso mas o modelo mental permanece - servidores OVH dedicados auto-administrados durante 5+ anos, consultivo cliente de campo transposto para a stewardship do extranet B2B.
Narrativa de identidade e empatia operacional: e o que impede o papel CTO de se cortar do campo e torna legiveis as decisões tech pelo lado ops, suporte e cliente final. Para um papel CTO scale-up numa industria que toca em hardware, edge ou setores regulados (NIS2, on-prem), e também um diferenciador, poucos CTOs SaaS conservaram uma leitura do cabo, do datacenter e do parque usuario.
Primeiro uso relevante: Junior Software Engineer · webmaster desenvolvedor PHP Joomla. Progressão até CTO · Founder · diretor técnico, com nível atual de 4/5 (Avançado). A continuidade destes contextos evidencia uma aquisição sólida, testada pela repetição e pela diversidade.
Meus dois gestos de campo
Visitar um datacenter ou uma equipe ops pelo menos uma vez por ano e manter um homelab ativo, mesmo minimo. Para outros: *não desprezar a camada infra fisica*. sobretudo nas industrias reguladas 2026 onde a NIS2 traz as ops de volta para a frente. Uma hora investida em compreender o cabo vale um dia de debugging de rede mais tarde.
Minha evolução nesta competência
A polivalencia tech e de campo e uma base de identidade em vez de um eixo de desenvolvimento intensivo. No plano de 24 meses, ela torna possivel um posicionamento CTO scale-up nos setores regulados ou hibridos (saude, imobiliario, industrial) onde a separacao cloud / on-prem / edge passa a ser pertinente. Sem ela, o perfil reduz-se a SaaS puro e perde o acesso a industrias que ficam em tier-1 hibrido.
Manter o nível basta; o objetivo e observavel e operacional: diagnosticar um incidente de rede num parque PME em menos de 60 minutos e animar uma equipe ops mista cloud + on-prem sem depender de consultor externo.
Manutencao ocasional de um homelab (Docker + Tailscale + Synology), participacao pontual nas intervencoes materiais ACCENSEO. Master Expert em Engenharia de Software ativo, que reativa regularmente a camada rede / sistema.
Nenhuma formacao formal planejada a curto prazo. Possivel cohort CKAD ou networking certificado (CCNA nível associate) em 2027 se o papel alvo basculer para uma industria regulada hibrida.
Leitura ocasional de blogs de networking (Cisco Press, Tailscale, Cloudflare 1.1.1.1). Visita anual de um datacenter ou equipe ops. Homelab atualizado com as ultimas versoes Docker / Traefik / Authentik como exercicio de manutencao de reflexos.